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09/01/2017

Inspiração goleadora: pai de Thonny Anderson explica nome do filho


O pai Carvalho, Thonny Anderson, a mãe Luiza e o tio Mário (fotos: Cruzeiro/Divulgação)

De Mogi das Cruzes

Gustavo Aleixo

“Aquele gol foi como o dia que ele nasceu”. Thonny Anderson não estava na sala, quando o pai, José Antônio, mais conhecido pelo sobrenome Carvalho, relembrou o primeiro gol marcado pelo filho na Copa São Paulo, na última quarta, na vitória sobre o River-PI. Enquanto pronunciada a tal frase, Seu Carvalho também escapou por alguns segundos do lugar onde estava e foi além.

Os olhos marejados não mentem. Poderia estar ali presencialmente, mas mentalmente, não. Seu Carvalho estava nos derradeiros dias de 1997, quando o pequeno Thonny nasceu com nome inspirado num consagrado artilheiro e na certeza cirúrgica de um pai que cravava o caminho do jovem rebento nos gramados do mundo.

“A mãe queria Renan, mas falei que tinha que ser Thonny. Quando nasceu, falei que ele ia ser jogador de futebol profissional. Eu já tinha jogado futebol, então estava no DNA. Logo pensei ‘esse menino tem que ter um nome de peso, porque ele vai ser jogador’. E o Sonny Anderson (ex-atacante da Seleção e do Barcelona) estava arrebentando, então, coloquei Thonny Anderson. Um dia este nome vai pegar”, garante Seu Carvalho que, inclusive, escreveu um livro sobre Sonny.

“Fiz um livro. Acompanhei o Sonny no Barcelona e Seleção. Achei ele muito rápido e tinha o mesmo estilo de jogo que eu. O nome escolhido não foi Sonny, porque queríamos que o nome começasse com T, assim como a irmã Thaísa”, esclarece.

Se o nome fez diferença ou não, nunca saberemos. Mas a verdade é que o futuro atacante da equipe júnior do Cruzeiro, que, hoje, disputa a Copa São Paulo, mostrava talento desde cedo e “desafiava” os mais velhos dentro das quatro linhas.

“Em 2007, fomos jogar uma pelada com o pessoal da firma e levei o Thonny. Aí ele, franzininho, começou a jogar e fazer gol. Acabei escutando um cara de fora falando ‘puxa vida, tem que marcar o molequinho aí’, mas ninguém conseguia, porque meu filho era muito rápido", relembra o pai, que, logo depois, viu o filho ingressar no São Paulo.

“Marcamos um teste, às 8h, em Campinas-SP, mas, por uma eventualidade, chegamos às 10h. O Thonny tinha 10 anos e eu permiti que ele fizesse o teste com os meninos quatro anos mais velhos. Com cinco minutos, ele estava fintando todos os moleques, então, pararam o treino e deram boas-vindas ao Thonny”, recorda.


Antes de se firmar como atacante, Thonny chegou a jogar como zagueiro

Hoje, atacante, Thonny jogou como lateral-esquerdo no São Paulo até deixar o clube paulista. No Osasco (chamado posteriormente de Audax), onde se transferiu logo depois, o garoto cresceu tanto a ponto de virar zagueiro, a contragosto do pai.

“No Audax, não se dava chutão, porque o time era treinado pelo Fernando Diniz. O Thonny pegava a bola, driblava o centroavante e saía jogando. É bonito de ser ver, enquanto dá certo. Na decisão de um torneio em Bombinhas-SC, o Thonny deu um lençol no atacante na primeira bola que veio. Falei que estavam loucos, que zagueiro não podia fazer isso (risos)”, sorri.

Com o tempo, adiantaram Thonny, que passou a jogar como volante, o que lhe rendeu convites para treinar entre os profissionais do Audax, quando tinha apenas 16 anos. Com muito talento, a jovem promessa foi sempre requisitada por outros clubes e chamou a atenção do Cruzeiro, quando, diante do Corinthians, anulou uma das principais peças da equipe paulista.

No Maior de Minas, Thonny seguiu “passeando” por todo o campo até encontrar lugar ao sol no ataque. Seguido de perto por toda a população de Santana dos Cataguases-MG, onde reside boa parte de sua família, o atacante cruzeirense, nascido em São Paulo, pretende ir longe no futebol e, para isso, seguirá atento aos conselhos certeiros do pai que, ao lado da mãe e do tio, estão o acompanhando de perto na Copinha.

“Na hora que eu falo, ele diz que é coisa de velho (risos). Mas logo depois reconhece que tudo que falo realmente acontece. Estamos juntos no futebol desde os cinco anos e ele já sabe me escutar”, diz Seu Carvalho, que já escreveu um livro sobre o filho e espera escrever novas páginas sobre a criança que, para a família, já nasceu pronta para ser jogador de futebol.


"Thonny Anderson, no flow da bola": Seu Carvalho já tem escrito livro sobre o filho

Jogos do Cruzeiro na Copa São Paulo 2017:

Grupo 22 (Sede em Mogi das Cruzes-SP)
04/01 – Cruzeiro 2 x 0 River-PI – gols: Thonny Anderson e Luan
06/01 – Bragantino-SP 1 x 0 Cruzeiro
08/01 – União Mogi-SP 0 x 2 Cruzeiro – gols: Vander e Marco Antônio

Segunda fase
11/01 – Bahia x Cruzeiro

Artilharia celeste
1 gol: Thonny Anderson, Luan, Vander e Marco Antônio

(Este material está liberado para reprodução. Os órgãos de imprensa devem citar o Site Oficial do Cruzeiro como a fonte da informação.)