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12/06/2018

Procópio Cardozo fala do amigo Zé Carlos, grande ídolo eterno do Cruzeiro


Fotos: Cruzeiro/Divulgação

Angel Drumond

O Cruzeiro Esporte Clube perdeu, na manhã desta terça-feira, um dos seus maiores ídolos de toda a história. O meio-campo Zé Carlos, eterno camisa 8 celeste, e segundo jogador que mais vestiu o manto estrelado, com 633 partidas e 87 gols marcados, faleceu aos 73 anos.

Companheiro de Clube e grande amigo fora dele, Procópio Cardozo fez um depoimento emocionado sobre o elegante jogador que, segundo ele, desfilava em campo com grande maestria e muita firmeza, além de ser um dos responsáveis pela volta do grande zagueiro ao futebol, após cinco anos parados por causa de uma contusão, em 1973.

“Zé Carlos foi meu grande amigo, um colega fantástico, e tudo que fiz por ele em vida foi por gratidão. Quando voltei a jogar, depois de ficar cinco anos machucado, voltei para fazer testes no Cruzeiro, e ele foi uma pessoa que me ajudou muito, inclusive no dia do meu retorno, contra o Vasco, após cinco anos, um mês e 13 dias, ele e Perfumo, exatamente os dois que já morreram, me ajudaram muito, inclusive foram ao meu quarto e falaram para voltar tranquilo que eles estavam ao meu lado. Voltei e na partida fui o melhor em campo, marcando Roberto Dinamite. Além disso, prevalecia sempre a nossa amizade e o convívio no Clube, um dia muito triste para nós, mas garanto para você que o céu está em festa”, declarou Procópio.

A história dos amigos começou muito antes do Cruzeiro. Pela proximidade, Zé Carlos, que jogava no Sport de Juiz de Fora, saiu da cidade mineira para fazer testes em clubes do Rio de Janeiro. Aprovado pelo Fluminense, equipe onde jogava Procópio, o atleta não ficou nas Laranjeiras pois o time carioca não exerceu a compra do atleta, que pouco depois desembarcou em Belo Horizonte onde atuou no Cruzeiro entre os anos de 1966 a 1978.

“Conheci o Zé Carlos muito antes do Cruzeiro. Jogava no Fluminense e ele foi até o Rio de Janeiro fazer um teste no Clube e passou, não poderia ser diferente. Porém, o Fluminense não tinha os sete milhões da época para comprar o jogador junto ao Sport de Juiz de Fora. Então o Fluminense não ficou com ele e o Felício Brandi, presidente celeste, era muito esperto, veio e o comprou. E o Zé Carlos foi esse esplendoroso jogador que todos nós conhecemos”, concluiu.

Pela Raposa, Zé Carlos foi campeão da Libertadores de 1976 e do Campeonato Brasileiro de 1966, além de ter sido campeão mineiro em nove ocasiões (1966/67/68/69/72/73/74/75/77).

 

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