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12/02/2020 11:48

Núcleo gestor do Cruzeiro trabalha para apresentar defesa sobre o Profut

O Cruzeiro Esporte Clube foi notificado na última segunda-feira, 10 de fevereiro, sobre a inadimplência e a exclusão em primeira instância do Profut. A situação ocorre pela má administração anterior do Clube, que acumulou dívidas com o programa federal e também não cumpriu determinações da Apfut. Porém, isso não significa a exclusão definitiva da instituição no Profut. O Clube tem agora 10 dias para recorrer e todos os esforços estão sendo feitos pela equipe tributária e fiscal do Cruzeiro, para evitar esta exclusão.

A situação difícil do Clube ocorre principalmente porque a última administração deixou de pagar o imposto corrente, em números que ainda estão sendo consolidados. O Núcleo Dirigente Transitório, que gere o Cruzeiro desde 23 de dezembro, após a renúncia da administração de Wagner Pires de Sá, também identificou que havia ainda parcelas em atrasos do próprio Profut. 

A diretoria do clube celeste vai recorrer e apresentar sua defesa ao plenário na Apfut, a Autoridade Pública de Governança do Futebol que fiscaliza o refinanciamento fiscal.

“O Clube foi notificado pela Apfut, de uma exclusão em primeira instância, que não é uma exclusão definitiva, e agora o Cruzeiro terá que se defender administrativamente na plenária da Apfut, em 10 dias. Nós faremos este recurso e mostraremos de forma técnica o que nós entendemos. O Cruzeiro passou por um momento conturbado no ano passado e a exclusão ocorre em virtude de uma má administração nesses últimos dois anos, que lesou bastante o Cruzeiro. E a partir de agora está sendo feito um trabalho interno, de levantamento de valores, inclusive para demonstrar que o Clube, quando estava adimplente, fez um pagamento maior, para tentar retornar ao Profut. Isso será o caminho da nossa defesa. Vamos mostrar também que o Cruzeiro vive um outro momento, com uma nova gestão”, explicou o superintendente jurídico do Cruzeiro e integrante do Núcleo Dirigente Transitório, Kris Brettas.

Criado em 2015 pelo governo federal, o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro – Profut, permite aos clubes o parcelamento de dívidas fiscais. Em caso de exclusão do Profut o Cruzeiro perde os benefícios que obteve no momento da adesão e volta a ter receitas bloqueadas e penhoradas pelo governo.

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