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18/05/2020 15:24

Cruzeiro entrega ao Ministério Público relatório de investigação finalizado pela Kroll Consultoria

- Lucas Leite

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Segunda-feira de grande importância na história quase centenária do Cruzeiro. Nesta tarde, o Clube entrega ao Ministério Público de Minas Gerais o relatório elaborado pela Kroll, consultoria contratada para realizar uma minuciosa análise de dados e processos da Raposa, a fim de auxiliar as autoridades nas investigações que estão em curso desde o ano passado.

O resultado da auditoria, que reúne centenas de páginas, será levado ao Ministério Público por integrantes do Núcleo Dirigente Transitório, que administra o Cruzeiro desde o mês de dezembro, e responsável por contratar a Kroll no início do mês de março. Desde então, especialistas da empresa se debruçaram em documentos para auditar e descobrir possíveis irregularidades cometidas no passado.

Por conter informações sigilosas e cruciais para as investigações que acontecem no MPMG, o Cruzeiro não poderá divulgar o conteúdo completo neste primeiro momento.


“Esperamos que, com este documento, o processo possa ter ainda mais elementos para chegar ao final e punir aqueles que prejudicaram o Cruzeiro. O relatório está sendo entregue para que possam ser tomadas as providências necessárias”, comentou Saulo Fróes, do Núcleo Dirigente Transitório.

Superintendente Jurídico do Cruzeiro, Kris Brettas explicou alguns pontos levantados no documento e espera que tal feito possa contribuir para que a próxima diretoria, a ser eleita na próxima quinta-feira, continue com o processo de reconstrução da Raposa.

“O relatório é muito amplo e envolve diversos aspectos dentro do Clube. O que a gente pode dizer é que muita coisa poderá não ser considerada como um crime, mas que pode ser trabalhada pelo futuro presidente. O relatório servirá para que o próximo presidente busque um ressarcimento daquilo que é considerado como má gestão do Clube. Infelizmente não podemos divulgar os dados pois envolve sigilo de informações, o que poderia prejudicar as investigações e o reembolso. O que desejamos neste momento é o ressarcimento de tudo o que foi indevidamente retirado”, considerou.

Gustavo Gatti e Saulo Fróes com o documento - Foto: Divulgação/Cruzeiro

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