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25/03/2019 12:52

Perto da estreia no Brasileiro feminino, Eskerdinha destaca força do elenco cruzeirense

- Rodolfo Rodrigues

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Faltando poucos dias para a estreia no Campeonato Brasileiro Feminino A-2, a equipe do Cruzeiro, que joga fora de casa, contra o Taubaté-SP, na próxima quarta-feira, segue sua preparação diária no Complexo Esportivo da PUC. A lateral esquerda Dayana Lopes, ou simplesmente Eskerdinha, destaca a importância de um grupo unido e focado nos objetivos do ano.

“No início da pré-temporada, nossa equipe estava tímida, por ser elenco novo, apenas algumas meninas se conheciam. Eu conhecia algumas por ter amizade ao longo da caminhada, e a Vanessa que foi para a seleção junto comigo. Quando se iniciaram os treinos, logo já ganhamos ‘corpo’ de equipe, buscamos tirar o melhor de cada uma, incentivando quando está difícil. Sempre é possível dar mais. Hoje somos assim, uma pela outra. Os treinos estão fortes, estamos nos adequando bem, nossa equipe é inteligente e comunicativa, pega as coisas rápido e com isso, ajuda no entrosamento”, revelou.

Natural de Itu-SP, a lateral contou sobre a curiosidade do apelido escrito com a letra K: “Meu apelido, ‘Eskerdinha’, surgiu no Sub-13. O técnico queria me colocar para jogar em categorias acima, como Sub-15, 17, até mesmo o Sub-20. Mas haviam campeonatos que não autorizavam, por isso eu jogava com documento de uma menina mais velha. Como não podiam falar meu nome, e quando me chamavam durante o jogo pelo nome da tal menina eu não respondia, era difícil associar. Falaram ‘temos que colocar um apelido’, logo uma menina da equipe sugeriu canhotinha, mas não gostei muito. Aí surgiu Eskerdinha e pegou. Eu escrevo com K, porque as vezes me chamam de ‘Eskerda’ então eu prefiro diferenciar colocando o K, para não ficar igual direção esquerda/direita”, contou.

O início

Hoje com 20 anos, Eskerdinha começou na carreira como boa parte das atletas do futebol, atuando contra homens e depois seguindo para o futsal.

“Jogo futebol desde criança, com uns quatro anos já me interessava pelo esporte, jogava com primos e amigos na rua mesmo. Minha primeira escolinha foi em um time do bairro (Seme São Luiz), mas jogava entre os meninos, eram apenas treinamentos, alguns campeonatos eu podia jogar, outros não me deixavam por ser menina”, disse.

“Até que minha irmã, que jogava handebol na época, disse que no local onde ela treinava tinha um time feminino, porém era futsal. Eu decidi arriscar, tinha 12 anos, comecei no clube do Ituano, o time da cidade. Lá, eu joguei durante seis anos. Tive a oportunidade de evoluir bastante, pulei etapas, era avançada perto das meninas da minha idade, então passei a disputar campeonatos grandes com pouca idade, aos 13 anos eu já disputava campeonatos adultos, com meninas de 20 a 25 anos”, completou.

Após vários campeonatos e títulos conquistados tanto no futsal quanto no campo, chegou o reconhecimento da Seleção Brasileira. 

“Em 2015, surgiu minha convocação para treinamentos junto à Seleção Brasileira de Futebol Sub-20, isso com apenas 16 anos. De início, fiquei muito surpresa, meio que não acreditei, mas era um sonho sendo realizado”, falou.

Trajetória

Após chegar com a equipe do Ituano na final do Jogos Abertos da Juventude, Eskerdinha recebeu uma proposta para mudar de Clube.

“Com 17 anos, joguei uma final do Jogos Abertos da Juventude, contra a equipe de São José dos Campos, e o Ituano ficou com o vice. Logo após o jogo, a comissão de São José entrou em contato comigo, falando que se interessou no meu futebol e me fez uma proposta. Eu precisava respirar coisas novas, então aceitei. É uma equipe com nome, a melhor do estado de São Paulo, e disputava Paulista, Taça Brasil, vi como uma grande oportunidade de evoluir”, citou.

“Quando cheguei, vi que era apenas futsal, joguei durante um ano e meio lá, conquistamos dois Paulistas Sub-20 e um adulto. Fomos vice da Taça Brasil Sub-20 e, em 2018, ganhamos regionais e abertos, entre outros campeonatos”, completou.

Após se destacar no futsal, a lateral resolveu voltar para o campo. Foi quando surgiu a proposta do Cruzeiro.

“No começo desse ano, decidi voltar para o campo, estava fazendo testes em algumas equipes, quando a comissão do Cruzeiro entrou em contato comigo, e logo me interessei. Fiquei super animada, uma oportunidade muito grande, é um grande Clube, então aceitei a proposta e estou muito feliz”, finalizou.

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